A coisificação e suas implicações nos direitos civis e sociais

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Jéssica Ferraz – aluna do Gauss – Centro de Estudos
Desde o Mercantilismo a partir do século XV até a chegada da Revolução Industrial no final do século XVIII, os indivíduos são coagidos pelo sistema capitalista, o qual defende a valorização da produção. Em consequência disso, a sociedade contemporânea, pós-revolução, é vista como mercado consumidor e alicerce para manter essa ordem geradora da inversão de valo-res, inclusive no país brasileiro. Assim, essa problemática social é fortalecida pela coisificação do ser humano em virtude da humanização das mercadorias pela indústria cultural, somada à morosidade do Estado do Brasil em perceber e reverter os efeitos no âmbito dos direitos civis.

É indubitável como o modelo consumista da contemporaneidade contribui para o crescimento da cultura com valores sociais invertidos. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, os fatos soci-ais possuem poder de coerção, generalidade, e exterior aos indivíduos. Nesse contexto, a In-dústria Cultural de Massa intrínseca na brasileiredade é detentora do poder o qual coage a população a valorizar o materialismo por meio do consumo, veiculado pelos meios midiáticos carregados de informações de Fast-food, moda e do comércio automobilístico, capazes de alienar pessoas culturalmente. Dessa maneira, como é um poder universal, torna-se geral no meio social, o que resulta na desvalorização da realidade dos indivíduos e da sua essência humana.
Ademais, é evidente como a coisificação impede a progressão dos direitos civis, por isso no Brasil o empecilho torna-se maior em virtude da falta governamental. De acordo com Karl Marx, o modo acelerado de produção e a valorização do consumo somente trazem malefícios à clas-se trabalhadora, receptora de modos de trabalho subumanos, como forma de manter a coisifi-cação. Em conformidade a isso, depois de 10 anos na luta contra a escravidão no trabalho, em pleno século XXI, o Brasil volta a ter indícios de trabalhadores em ambientes degradantes, pois a produção de mercadorias cresce a cada dia, e empresas como a M. Office foi cassada pelo Ministério Público do Trabalho devido à prática do trabalho escravo em São Paulo.
Entende-se, portanto, que a desvalorização do ser humano é visível na atualidade brasileira, pelo fato do crescimento da coisificação. Para amenizar essa situação, o Estado brasileiro alia-do ao CONAR, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, devem proibir o uso exacerbado de propagandas alienantes, e caso persista esse inchaço visual, as emissoras deverão ser punidas, além de as arrecadações serem doadas paras instituições brasileiras de caridade. Por fim, no âmbito civil, o legislativo do país deve generalizar a Lei Bezerra em todo território, criada no estado de São Paulo, com o intuito de vigorar a fiscalização do trabalho escravo, e assim criar abismos para a coisificação do ser humano na hodiernidade.

Jéssica Ferraz
Aluna do Gauss – Centro de Estudos

Professor:
HENRIQUE VIANA
Licenciado em Letras pela UNEB,
Especialista em Estudos Linguísticos:
Leitura e Produção Textual, pela UNEB,
Professor no Gauss – Centro de Estudos.

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