Barreiras

Dó Miguel diz que se for prefeito abrirá mão do salário e convoca entidades para defender a ideia

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O pré-candidato a Prefeito de Barreiras, Dó Miguel, causou polêmica ao anunciar que, caso seja eleito prefeito de Barreiras, abrirá mão do salario e trabalhará como voluntário. Em telefonema ao Mural do Oeste, ele reafirmou a sua posição e acrescentou novos dados. Disse que o salário a que teria direito, caso seja o prefeito de Barreiras, será depositado em um fundo gerido pelo Ministério Público, a Justiça, a Igreja, a OAB, a CDL e entidades beneficentes. “Este fundo terá a finalidade de socorrer os necessitados, aqueles que mais precisam, terá, na verdade, uma função social” disse.
Em outro trecho da conversa ele convocou o recém-fundado Observatório Social de Barreiras para fazer parte deste esforço. “Recentemente o vereador Carlão disse que iria iniciar uma campanha objetivando diminuir o salários dos vereadores. Se um vereador, que conhece de dentro a situação, entende que é preciso diminuir o salário dos edis, nós da sociedade devemos apoiar a ideia. Isso vem ocorrendo em algumas cidades brasileiras. Entendo ser o tema relevante e a acredito que seria uma bela maneira do Observatório Social começar o seu trabalho em grande estilo, chamando a população para este debate” destacou.
O pré-candidato disse que não esperem dele conivência com as velhas práticas políticas e que a população brasileira quer mudanças urgentes na forma e no conteúdo das eleições. “O povo começa a entender que não vale a pena negociar seu voto por qualquer coisa e depois ficar sem saúde, sem escola, sem lazer e sem perspectivas de melhoria de vida. É contra esta prática política nefasta que eu lutarei” explicou.

Mural do Oeste

Parabéns Feirante, por Dó Miguel

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O feirante é de fundamental importância, desde o inicio da humanidade. Naquela época eles produziam e eles mesmos levavam os alimentos para as feiras livres, abastecendo e alimentando os “arraiais” e distritos.
Portanto, o feirante sempre foi e será importante na vida da humanidade, inclusive nos dias de hoje.
Tenho um motivo importante e pessoal para homenageá-los, especialmente a minha mãe Dona Vivi, que quando aqui chegou, em 1963, montou uma barraca na área externa do mercado velho, onde vendia frutas e verduras e foi com essa barraca que minha mãe sustentou a família por muitos anos, fazendo ali grandes amizades e companheirismo com seus colegas feirantes.
Dó Miguel

Pressão popular freia salário de políticos

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Em pelo menos 21 municípios do Paraná protestos de cidadãos fizeram propostas de redução do ganho fixo tramitarem nas Câmaras.

A reportagem é de Katna Baran e publicada por Gazeta do Povo, 23-08-2015.

A comerciante Adriana de Oliveira, de Santo Antônio da Platina, município de 45 mil habitantes no Norte do Paraná, nem imaginava que sua primeira visita à Câmara da cidade, no mês passado, se tornaria notícia nacional. Ela queria explicações sobre o projeto que pretendia dobrar o salário dos parlamentares a partir de 2017. Em pouco tempo, o vídeo em que ela aparece discutindo com um vereador viralizou na internet.
Quatro dias depois, na segunda votação da proposta, moradores da cidade fecharam o comércio no meio da tarde e lotaram a Câmara para fazer coro à causa. A mobilização deu resultado e, ao invés de aumentarem o subsídio, os vereadores reduziram em 73% os salários da próxima legislatura. “Eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer”, admite a comerciante.
Santo Antônio da Platina virou exemplo. Um levantamento feito pela Gazeta do Povo aponta que ao menos 20 outros municípios – a maioria de pequeno porte – possuem iniciativas pela redução salarial dos vereadores. A maior parte dos parlamentares dessas cidades tem como obrigação participar apenas de uma sessão semanal nas câmaras. Além de atividades em comissões e visitas nos bairros, a maioria mantém trabalho paralelo à função.
O movimento dos platinenses se compara à cena de multiplicação dos pães descrita na Bíblia. Foi essa a forma que o padre Porto de Jesus, de Mauá da Serra, encontrou para passar o recado aos vereadores da cidade de 8,5 mil habitantes, que fica a cerca de 230 km de Santo Antônio da Platina. Aproveitando a passagem do evangelho, ele pregou pelo corte de gastos da Câmara durante a missa.
O padre não agradou aos vereadores, que chegaram a pedir uma reunião com o bispo da região para conter os sermões. Mas ele ganhou seguidores entre a população, que, além de cobrar pela redução dos salários, impediu a interferência dos vereadores sobre o pároco. “É uma questão de justiça, de bem comum, então também faz parte da Igreja”, resume padre Porto.
Da multiplicação dos pães, a causa ganhou voz (ou miados) em Jacarezinho, também no Norte do estado, onde os vereadores baixaram os salários em 30%. O movimento, intitulado “Todo poder emana do povo”, ganhou o apelido de “gatos pingados” depois que um parlamentar debochou do tamanho inicial da mobilização. A vitória, para eles, é parcial, já que a proposta original previa salário mínimo para os vereadores.
A comerciante Adriana de Oliveira, apontada como precursora do movimento, comemora. “Quem sabe não é o início de uma mudança para o Brasil todo”. Enquanto isso não acontece, alguns platinenses – muitos que, como ela, nunca tinham pisado na Câmara – começam a organizar uma comissão de fiscalização do trabalho dos vereadores. “Parece que o espírito cidadão despertou em todos nós”, diz Adriana.
Cenário político intensifica a ação de manifestantes
O cenário nacional de insatisfação popular com os políticos colabora para a intensificação de movimentos populares como os que cobram a redução dos salários dos vereadores pelo Paraná. Reação à percepção de que os eleitos deixaram de representar os eleitores.
“Há o que podemos chamar de uma crise de representação. Os cidadãos percebem que os políticos estão apenas preocupados com sua carreira política, com vantagens pessoas e privilégios vindos do cargo”, avalia o cientista político Adriano Codato.
Apesar de concordar que os salários dos parlamentares locais devem respeitar o volume de arrecadação de cada cidade e a renda média da região do país onde está inserido, Codato destaca uma possível consequência para a diminuição brusca ou mesmo a falta de remuneração dos parlamentares: “Só os ricos poderiam se dedicar à política. Se a pessoa deixa ou suspende o exercício da sua profissão, ele precisa de meios para se sustentar”, aponta.
Verba extra
O presidente do Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR), conselheiro Ivan Bonilha, chama a atenção para outra possível consequência da redução: a possibilidade de aumento de gastos em outras fontes. Nesta semana, por exemplo, o órgão notificou 45 prefeituras e Câmaras municipais do estado por uso abusivo de diárias no ano passado. “Melhor pagar um salário justo do que buscarem o dinheiro em outro lugar, a maioria difícil de fiscalizar”, diz.
Entidade de representação do legislativo municipal no estado, a Associação de Câmaras e Vereadores do Paraná (Acampar) vê irresponsabilidade nos movimentos populares. “Quando se preza por um vereador bem preparado e remunerado, ele se torna mais independente em relação ao Executivo e menos suscetível à corrupção”, diz o presidente da Acampar, vereador Júlio César Makuch (PSD), de Prudentópolis.
Câmaras de grandes municípios também estão sob pressão
O movimento pela redução salarial de vereadores deixou o Norte Pioneiro e atingiu outras regiões do estado, além de municípios de grande porte. Londrina e Maringá, por exemplo, já possuem iniciativas nesse sentido. Em Curitiba, ocorre nesta terça-feira (25) um ato popular em frente à Câmara. Até sexta-feira (21), 6,3 mil pessoas confirmaram presença no protesto pelas redes sociais.
A petição online pela redução em 90% dos salários conta com 1,8 mil assinaturas.
O estudante Luan de Rosa e Souza, um dos articuladores do movimento, acredita que será praticamente impossível atingir o porcentual desejado, mas aponta que a pressão visa reduzir pelo menos em parte o salário dos parlamentares, que atualmente é de aproximadamente R$ 15 mil. Depois, os mobilizadores pretendem partir para outras instâncias de poder, como a Assembleia Legislativa do estado.
“A partir da redução do salário, não só as pessoas com vocação de fato vão fazer parte da política, mas como também vai se propiciar a oportunidade para outras pessoas, com menos recursos, entrar”, afirma Luan de Rosa e Souza.“A pressão também é por um trabalho de maior relevância e representatividade para a sociedade”, diz.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/

SUCESSÃO BARREIRENSE

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Prefeituráveis de Barreiras
Vamos atravessar mais uma semana, ontem iniciada, provavelmente sem uma notícia concreta sobre a movimentação política com respeito à próxima eleição municipal, já do conhecimento de muitos. Novidade, porém, pelo menos no presente momento, não sabemos.
Parece-me que de concreto existe apenas a postulação do prefeito Antônio Henrique, que disputará a reeleição, presumivelmente porque o tempo deste atual mandato não foi suficiente para organizar a herança da administração “cidade mãe”, de tristes recordações. E ele, que na sua campanha bradou que pretendia arrumar a casa num único mandato, para em seguida entregá-la a outro gestor, mudou de opinião, muito provavelmente por julgar que não há outro capaz de substituí-lo no momento, talvez sem pensar que sua esposa, dona Antônia Pedrosa, pode ser um bom nome para sucedê-lo, lutando por nossa cidade, ao invés de migrar para outras plagas.
Há outras postulações, ainda em ritmo de estudos, pois sabemos que o ex-prefeito da vizinha São Desidério, Zito Barbosa, está disposto a tentar mais uma vez a eleição para prefeito da nossa cidade. Dizem que falta compor a chapa por ele pretendida, de aglutinação das oposições, para por o seu bloco na rua.
Fala-se, também, que o vereador Tito Marques Cordeiro, será um dos pré-candidatos, por conta do seu excepcional trabalho à frente da Câmara de Vereadores, aonde vem realizando uma adminitração altamente gabaritada, que o credencia a galgar espaço maior na nossa política. Competência e saber, não lhe faltam.
No PMDB, sua estrela maior e também presidente municipal, Karlúcia Macedo, se diz candidata, porém temos a opinião que ela mais uma vez se alinhará com Zito Barbosa, mesmo que consideremos a traição que ele cometeu contra ela, na última eleição, quando estranhamente não apoiou a brava vereadora, então candidata a deputada federal, optando por um candidato de fora, sem nenhuma identificação com nossa região. Isto causou um desconforto entre ambos, mas o partidão quer que reine a paz entre ambos. Mas a paz é chancelada pela capacidade de votos de cada pretendente, o que vale em político. Veremos.
Há também o desejo do empreendedor Dó Miguel em participar da eleição, pois há muito tempo vem pregando sua maneira de administrar, bem diferente da dos políticos profissionais, pois apregoa solenemente que, se eleito, revolucionará as práticas políticas tradicionais, adotando uma administração austera, com programação orçamentária e longe dos vícios políticos do toma lá, dá cá, que tantos prejuízos ocasionam e, também, sem o maléfico apadrinhamento político, via empreguismo, uma chaga a ser dissipada da política.
Deixei de relacionar acima à ex-deputada Kelly Magalhães, que também afirma que será candidata, possivelmente com a esperança de herdar votos da sua incondicional madrinha política, a ex-prefeita “cidade mãe”, Jusmarí Oliveira, mesmo levando-se em consideração boatos que a dupla JK, por motivos desconhecidos, atravessou uma fase de mútua incompreensão, fato já encerrado, segundo informantes que disponho dos dois lados.
Já o PT também lançará candidato próprio, pretendendo deixar de ser uma segunda via, elegendo um dos componentes de suas várias facções, que seguramente não será o seu presidente, por todos petistas tido como inapto para o cargo, mas outro que domine relacionamento político e administração.
Também ouvi comentários de pessoas ligadas à política local, que outra candidata poderá surgir repentinamente. Trata-se da vereadora Graça Mello, que por sinal vem empreendendo um bonito trabalho em favor dos mais pobres e necessitados, atendendo-os em vários bairros, por sua família de cinco médicos, juntamente com outros que se dispõe a ajuda-la, tudo a custo zero, um exemplo para outros profissionais da área, que na maioria das vezes visam mais o dinheiro do que prestar serviços aos que mais carentes.
A política é uma arte que muitas vezes desmente opiniões, sendo possível considerarmos mudanças entre os que desejam disputar o pleito. Por isso mesmo, o quadro acima poderá ser radicalmente modificado, com o surgimento de outros pretendentes e/ou desistência dos atuais, tudo dentro dos conceitos políticos tradicionalmente praticados.
Não sabemos como se comportará o PSB, agora sob a presidência de Zé Roberto, que anda a cata de um pretendente, ou, quando nada, a integrar coligação de outro candidato, tarefa, aliás, que domina com acentuada desenvoltura.
Há de se considerar, ainda, que a Justiça Eleitoral também poderá influenciar na eleição, pois há pendências de alguns postulantes, que certamente serão apreciadas antes do pleito. Isto ocorrendo, todas as previsões atuais estão comprometidas. Mas isto só o tempo dirá.

Itapuan Cunha/Blog do Itapuan

População diminui salário de vereadores

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Existem alguns períodos em que a população se enche e
reage às trapaças e espertezas dos políticos
Esse tipo de reação deveria ser permanente e não esporádico como tem sido. Mas dá para compreender, afinal todos gostariam de viver numa normalidade e as ações de resistência só aparecem por conta dos abusos praticados pelos gestores públicos brasileiros.
Nesse momento, a grande onda que começa a se formar é contra o aumento de salário de vereadores Brasil afora. O início se deu no estado do Paraná, na cidade de Santo Antônio da Platina, por iniciativa da empresária Adriana Lemes de Oliveira.
Ela se insurgiu após tomar conhecimento de um projeto de aumento dos salários do prefeito de R$ 14,7 mil para R$ 22 mil e dos vereadores de R$ 3,7 mil para R$ 7,5 mil. Na primeira sessão para aprovação a empresária apareceu sozinha protestando e a gravação de sua discussão com um dos vereadores foi parar na internet e “bombou”.
Na sessão seguinte, a população da cidade se fez presente em peso e aí não só os salários não aumentaram, como foi aprovada uma redução significativa a partir do próximo ano.
Aí está a prova de que a reação vem do abuso. É muito alto um salário de quase 15 mil reais para um prefeito de uma cidade pequena e pobre, sem recursos próprios. E mais ainda quanto aos vencimentos dos vereadores acima de 3 mil reais, uma vez que eles recebem muitos benefícios e privilégios além do salário.
Há ainda a questão do número de sessões. Em regra, em cidades pequenas os vereadores se reúnem uma vez por semana. O trabalho fora das câmaras fica restrito a pagar a um funcionário para conduzir pessoas doentes, além de outras atividades sem nenhuma relevância pública.
O exemplo de redução de salários já foi seguido pelos moradores de outras cidades, como Diadema, ao lado da capital paulista.
Essas ondas positivas deveriam ser imitadas pelo país afora e acrescida de outros bons combates.
Um deles seria acabar com a prática de o poder público pagar mais caro nas suas compras do que o preço do mercado varejista. Não paga uma diferença ínfima. Às vezes são preços duas, três e até 10 vezes acima. E a compra pelas administrações públicas, em todas as esferas, é feita por atacado e através de concorrência pelo menor preço. Não se tem, porque não existe que dê uma explicação plausível sobre essa discrepância. Só a que todo mundo já conhece: corrupção, pura e simples. Não tem justificativa porque os produtos vêm dos mesmos fabricantes, pelos mesmos meios de transportes e, quase sempre, até pelos mesmos revendedores.
Existem outras práticas que deveriam ser combatidas pelos munícipes. Os aluguéis de automóveis, de prédios, de maquinários.
As condecorações a figuras famosas, como os muitos títulos de cidadão desse ou daquele município. São valores expressivos com transporte, solenidade, placas, buffet e outras iniquidades. Um tipo de despesa somente para situações extremamente relevantíssimas. Só como exemplo, o primeiro astronauta brasileiro que foi ao espaço justificaria uma celebração dessa natureza. Outro bom combate mereceriam as despesas das cidades nordestinas, pobres e vivendo de transferências obrigatórias, com o pagamento de bandas de forró caríssimas nas festas juninas.
Essa onda contra o aumento dos vereadores deveria ser apenas a ponta do iceberg para acabar com outras farras em geral.
Já seria um bom começo se o exemplo da empresária fosse seguido na prática e não apenas nos sites de jornais, blogs ou nas redes sociais.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
Bacharel em direito