Empecilhos da doação de sangue no Brasil

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O avanço da medicina proporciona inúmeros benefícios para a sociedade, graças a intensivos estudos científicos que melhoram a qualidade de vida. Hoje, tais inovações auxiliam na recuperação da saúde de muitos indivíduos, a exemplo da transfusão de sangue, ato que ainda sofre preconceito pela falta de instruções a respeito do processo geral para a doação. Nesse âmbito, é inegável que o poder público deve elaborar maneiras para instruir a população no que tange à doação de sangue, bem como cada indivíduo buscar maneiras de ajudar aqueles que necessitam, independente do grau de afinidade.

É sabido que seguidores de determinadas religiões não doam sangue como também não aceitam a transfusão em caso de necessidade própria. Tal fato levanta questionamentos a respeito da capacidade humana de deturpar ideias inovadoras que trazem soluções para a manutenção da vida. Contudo, é imperiosa a manutenção do respeito às crenças de cada um, porém, casos como esses levam à tona a falta de conhecimento de muitas pessoas em detrimento dos benefícios advindos desses procedimentos. Dessa forma, é imprescindível que a sociedade busque maneiras de se informar sobre o ato de doar, tendo o governo do Brasil como mediador e promotor da difusão de tais conhecimentos.

Em contrapartida, vê-se um estado omisso perante a situação da infraestrutura das unidades de saúde aliada à falta de novos estabelecimentos. Casos assim agravam a ineficácia do convencimento da população propensa a doar, pois carrega consigo a insegurança em todo processo de coleta. Nesse aspecto, é inegável que o Governo tem culpa no número ineficiente de doadores, haja vista que, em cidades interioranas, sequer existem hemocentros.

Portanto, é perceptível que os empecilhos que abarcam a doação de sangue é uma junção de fatores atrelados à sociedade e ao Estado. Por esse motivo, o Ministério da Saúde deve elaborar campanhas de motivação para população à doação sanguínea, através de panfletos, propagandas televisivas até mesmo palestras nas comunidades, com o intuito de eliminar crenças que possam prejudicar a manutenção da vida, aumentando assim o número de doadores. Por fim, é dever do Estado criar unidades para coleta de sangue, ampliar os estabelecimentos já existentes nos grandes centros, para que em cada região do Brasil tenha o benefício que um hemocentro oferece para a população. Assim, reduzir-se-á o número exacerbado de vidas perdidas oriundas da falta de doação de sangue no Brasil.

Texto de Danilo Portella
Aluno Pré-MED
Noturno Pró+
Colégio e Curso Gauss

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