O tabagismo na sociedade brasileira

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No século XVI, com o advento da expansão marítima, os espanhóis descobriram os efeitos da nicotina, o que fez os europeus começarem a comercializar esse produto que rapidamente se popularizou para o mundo todo. Com o passar dos anos, evidenciaram-se aspectos execráveis relacionados ao hábito de fumar, apesar de que esse ainda é um costume muito disseminado entre os brasileiros. Nesse ínterim, entre as razões para a persistência do tabagismo estão a criação de um produto ideológico em torno do tabaco e a inserção do adolescente no grupo consumidor do cigarro.

O consumo da nicotina é estimulado pela idealização dessa droga. Nesse contexto, a 1ª Guerra Mundial ampliou o mercado consumidor do cigarro com a inserção da mulher no mercado de trabalho, e o cinema francês rapidamente se apropriou da imagem da mulher fumante nas insinuações de duplo sentido. Com a “Belle Epóque”, essa abordagem disseminou o ideal de que fumar é sexy, elegante e atraente, e criar esse produto ideológico acerca do tabagismo pode ter sido a causa para o aumento alarmante e exponencial do público consumidor dessa droga no século XIX. Portanto, o discurso midiático alimenta a idealização do fumo através da sua capacidade de criar padrões.

Ademais, o acesso que os jovens ainda têm a essa droga prejudica a extinção do tabagismo no país. A tese de Nicolau Maquiavel defende que o “virtuoso” dos indivíduos é derrubado pelo objeto de sua paixão. Analogamente, hoje é perceptível a influência social dos outros sobre os adolescentes no que tange ao interesse no tabagismo, já que tal uso entre amigos e familiares pode exercer pressão sobre eles. Prova disso é a atual popularização, sobretudo em grupo de jovens, do uso de narguilé, produto que muitas vezes utiliza o tabaco aromatizado – substância mais atraente para os mais jovens. Assim, percebe-se que devido à imaturidade característica da idade, é fundamental distanciar o adolescente do contato com essa droga.

Em suma, a influência da mídia e o uso adolescente da nicotina são fatores que perpetuam a presença do tabagismo na sociedade brasileira. Para dirimir essa problemática, cabe à mídia incentivar bons hábitos, ao gerar padrões saudáveis com o intuito de deixar de influenciar os telespectadores a consumir o cigarro. Para isso, deve-se evitar personagens fumantes em séries e filmes ou inserir caráter moralizante quanto a esse hábito nas produções. Outrossim, é fundamental que o Governo, em consonância com as escolas, empenhe mais atitudes de combate às drogas para o público juvenil ao fortalecer propostas que já existem, como o PROERD, a fim de diminuir o alcance dessa droga entre os jovens. Dessarte, o tabagismo tornar-se-á um problema cada vez mais distante.

Texto de Sarah Sayonara
Ex-aluna do 3º ano do Ensino Médio
Aprovada em Medicina na UFOB com 980 na Redação
Colégio e Curso Gauss

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