Os desafios da vacinação no Brasil

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No século XVIII, a varíola foi a patologia responsável por aniquilar grande parte da população mundial, até que Edward Jenner, um cientista, mudou essa realidade ao produzir o primeiro medicamento preventivo da história: a vacina. Ao longo dos séculos, o estudo sobre doenças e suas prevenções se desenvolveram, o que provocou um aumento geral no controle das diversas patologias no Brasil e no mundo. Entretanto, apesar dos benefícios da vacina para a saúde pública, atualmente, devido à falha governamental na garantia do acesso e ao crescente percentual de indivíduos contra a imunização, tem-se a vacinação como uma problemática do Brasil contemporâneo.

Primeiramente, é válido ressaltar a precariedade do poder público na efetiva distribuição de vacinas no Brasil. Analogamente, de acordo com a Constituição Federal, é dever do Estado fornecer à população uma saúde de qualidade. Entretanto, nessa perspectiva, é notória uma falha em tal garantia uma vez que muitos brasileiros não conseguem se vacinar pela falta do produto, o que é refletido na atualidade em muitos postos de saúde do país, decorrente do vencimento ou sumiço de vacinas, como ocorreu com as de febre amarela em São Paulo. Logo, essa carência de acesso propiciado dificulta a atuação das campanhas de vacinação no controle de doenças.

Em segundo plano, é importante lembrar que o aumento no número de pessoas que rejeitam a vacinação no Brasil fomenta uma tendência atual de crise. Historicamente, tem-se a Revolta da Vacina, um movimento de oposição no governo de Rodrigues Alves, em que a população envolvida se recusou a receber vacinas, principalmente pelo medo de adquirir mais doenças. Nesse contexto, em similaridade com o atual cenário do país, inúmeras pessoas têm o mesmo ideal de prevenção desnecessária cristalizado, o que dificulta a ação do governo no controle patológico e propicia o retorno de diversas doenças, a exemplo da poliomielite. Desse modo, evidencia-se que a precariedade das campanhas de vacinação do país atua como agravante à deficiência no controle de doenças, sobretudo devido ao alto índice de rejeição.

Em suma, o diminuto alcance da vacinação hoje é uma problemática brasileira oriunda das questões supracitadas. Para atenuá-la, cabe à ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária –, em parceria com prefeituras, reformar a abordagem da saúde pública para com vacinas, por meio do controle e fiscalização de postos de atendimento, com a contratação de agentes da saúde, com o fito de garantir o acesso geral e a prevenção majoritária de doenças. Ademais, o Ministério da Saúde, juntamente com as redes sociais, como o Instagram, deve reformar os métodos de campanhas, em função de disseminar os benefícios da vacinação e desmistificar estereótipos. Dessarte, as descobertas de Edward Jenner tornar-se-ão totalmente favoráveis ao controle de doenças no Brasil.

Texto de Luiza Carla Maciel
Aluna Pré-MED
Colégio e Curso Gauss

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