Parque Vida Cerrado registra nascimento de filhote da espécie bugio-preto

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Jorginho, filho de Chico e Amêndoa é o novo morador do criadouro; nascimento reflete esforço conjunto para conservação da espécie

O Parque Vida Cerrado – primeiro e único centro de conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental idealizado pela Galvani, sua principal patrocinadora, apresentou, nesta semana, seu mais novo morador: Jorginho, um filhote da espécie bugio-preto (Alouatta caraya), nascido em 10 de março de 2022.

O nascimento do animal é resultado da reprodução entre Chico e Amêndoa, que estão sob os cuidados da equipe do Parque Vida Cerrado. O macho chegou ao criadouro em 2008, por intermédio do Ibama de Barreiras, após um possível atropelamento na rodovia BR 020, episódio em que teve seu braço direito amputado. A fêmea, por sua vez, deu entrada em 2021, vítima de tráfico, sendo encaminhada pelo Cetas, do Tocantins.

Para a bióloga e coordenadora do Parque Vida Cerrado, Gabrielle Bes da Rosa, o nascimento representa esperança para a espécie que está “em perigo” na lista estadual da Bahia. “Animais dessa espécie têm, como principais ameaças, o tráfico, a destruição de seu habitat e a caça indiscriminada. Através do nosso criadouro, que tem a finalidade de assegurar a variabilidade genética a partir da reprodução das espécies, somamos força a um esforço conjunto para conservar espécies da fauna silvestre. O momento é de felicidade, ainda mais pelo triste histórico dos pais, que torna esse nascimento ainda mais especial”, completa.

Quando o filhote completar os seis meses de idade, a equipe deve acionar o comitê responsável pela espécie no país em busca de recomendação de destinação para outra instituição, levando-se em consideração aspectos como genética, disponibilidade para recebimento e melhor estratégia para manutenção do programa de reprodução do bugio-preto.

A ESPÉCIE

Animais da espécie se alimentam de folhas – que compõem a maior parte de sua dieta alimentar – e, em determinado período do ano, de frutas. No criadouro, a dieta em cativeiro consiste na oferta de leguminosas e verduras, frutas da época e ração para primatas. Machos podem pesar 8kg e as fêmeas 4,5kg, com uma expectativa de vida média de 16 a 20 anos em vida livre e de 20 a 25 anos em cativeiro, aproximadamente. A maturidade sexual é alcançada após os cinco e sete anos para machos e fêmeas, respectivamente. A gestação tem duração de 190 dias, nascendo um filhote por gestação. Em fase adulta, animais da espécie chegam a medir 70 cm de comprimento e podem ser diferenciados pela coloração: machos serão pretos e fêmeas apresentarão cor castanha amarelada clara, os filhotes nascem da cor da mãe e os machos mudam de cor na fase adulta.

PARQUE VIDA CERRADO

Com o objetivo de assegurar a variabilidade genética das espécies, o Parque Vida Cerrado conta com um criadouro científico de fauna silvestre para fins de conservação, a partir da reprodução e encaminhamento para programas de reintrodução em vida livre e às instituições que mantêm animais sob cuidados humanos. Atualmente, conta com 28 animais em seu plantel, de 8 diferentes espécies nativas (arara-azul-grande, lobo-guará, ema, bugio-preto, veado-catingueiro, cervo-do-pantanal, tamanduá-bandeira e gavião-de-rabo-branco), sendo 5 delas ameaçadas de extinção. Além disso, conta ainda com um Centro de Excelência em Restauração com ampla expertise no bioma Cerrado e mais de 30 espécies nativas em seu viveiro. Alcançou a marca de mais de 240 mil mudas distribuídas para programas de rearborização urbana e recuperação de áreas degradadas e capacitou centenas de coletores de sementes nos assentamentos rurais. Por meio do seu núcleo de projetos e atividades socioambientais, já envolveu mais de 30 mil pessoas em suas ações de forma direta.

Ascom Parque Vida Cerrado

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